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Como reconhecer sinais de desidratação?

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  • 6 de jan.
  • 2 min de leitura

Idosos, bebês e crianças estão mais suscetíveis à piora do quadro de desidratação. Saiba quando é hora de buscar atendimento


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Sede do Banco Central, em Brasília 18/12/2024 REUTERS/Adriano Machado

A desidratação acontece quando o organismo elimina mais líquido do que ingere. Embora possa acontecer com qualquer pessoa, o quadro tende a ser mais frequente e perigoso em idosos e crianças. Por isso, é importante observar os sinais de alerta e buscar atendimento médico quando necessário.


“Os principais sinais de desidratação em adultos incluem a redução do volume urinário e o escurecimento da urina, que indica maior concentração. Também podemos observar mucosas secas, como olhos, boca e pele. Em quadros mais intensos, podem surgir dor de cabeça e tontura”, explica Sara Mohrbacher, médica clínica geral do Pronto Atendimento do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo (SP).


Nos idosos, além desses sintomas, pode ocorrer ainda a confusão mental. Além disso, as pessoas mais velhas costumam ter a sensação de sede menos evidente, o que aumenta o risco de desidratação.


Nas crianças e nos bebês, segundo a médica, uma forma prática de checar se algo está errado é observar se a fralda permanece com bom volume de urina. “Irritabilidade, olhos secos e boca seca também podem indicar desidratação. Vale lembrar que sinais persistentes devem ser avaliados por um profissional de saúde”, orienta.


Grupos mais vulneráveis


Idosos, bebês e crianças são mais suscetíveis à desidratação e têm maior risco de agravamento do quadro. “Idosos têm a sensação de sede menos aflorada, podem fazer uso de medicamentos como diuréticos e, dependendo de suas doenças de base, podem ter menor acesso ou estímulo à ingestão de líquidos”, esclarece a especialista.


Já bebês e crianças nem sempre conseguem manifestar sede de maneira clara e, por possuírem uma porcentagem maior de água no organismo, desidratam mais facilmente. “Esses grupos podem evoluir mais rapidamente para quadros moderados ou graves se não houver reposição adequada de líquidos.”


Situações de maior risco


Em situações como calor intenso, tempo seco, atividade física extenuante ou quando a pessoa tem doenças agudas que podem cursar com desidratação, a dra. Sara diz que é necessário aumentar a ingestão de líquidos.


“Em alguns casos, quando o paciente tem comorbidades ou usa determinadas medicações, pode até ser necessário suspender temporariamente alguns remédios, sempre sob orientação profissional. Mesmo com hábitos saudáveis, é essencial manter acompanhamento regular com um profissional de saúde”, afirma.


Como regra geral, recomenda-se a ingestão diária de 35 ml de água por quilo. Ou seja, uma pessoa que pesa 70 kg precisaria beber cerca de 2,4 litros diariamente. Mas existem diversos fatores que podem influenciar essa quantidade, como estado clínico, temperatura, alimentação, nível de atividade física, entre outros. Uma dica é observar a cor da urina, que idealmente deve ser amarelo-claro.


Quando buscar atendimento


É importante procurar atendimento rapidamente quando o indivíduo não consegue se hidratar adequadamente, como nos casos de vômitos persistentes.


“Situações de diarreia muito intensa associadas a sinais de desidratação, como redução do volume urinário, urina muito escurecida, olhos, boca e pele muito secos ou confusão mental, especialmente em idosos, também exigem avaliação médica urgente”, orienta a médica.


Em bebês e crianças, irritabilidade e piora do estado geral são sinais de alerta que justificam buscar atendimento de saúde imediato.


Fonte: Portal Drauzio Varella

 
 

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